CURSO DE MANUTENÇÃO DE IMPRESSORAS - LASER, JATO DE TINTA E MATRICIAL, MULTIFUNCIONAL E LASER COLORIDA

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Funcionamento de impressoras jato de tinta e laser



Impressoras a laser, se comparadas com as de jato de tinta, tem muito mais velocidade na hora de imprimir. Isto devido ao seu mecanismo diferenciado e bem mais complexo. Vamos explicar o funcionamento de cada uma para entendermos o porquê da diferença de capacidade.

Funcionamento das impressoras jato de tinta


Impressora Jato de Tinta
Começaremos então pela mais fácil: a impressora jato de tinta! Este tipo é determinado por qualquer impressora que lança pequenas gotículas de tinta sobre o papel para criar uma imagem. Se você olhar para um pedaço de papel que saiu de uma impressora de jato de tinta, você saberá que os pontos são extremamente pequenos (geralmente entre 50 e 60 microns de diâmetro), tão pequenos que são mais finos que o diâmetro de um cabelo humano (70 microns), que são posicionados de maneira muito precisa, com resoluções de até 1440×720 pontos por polegada (dots per inch - dpi) e podem ter cores diferentes combinadas para criar imagens com qualidade de fotografia.

Simples, não é mesmo? Agora vamos ver o mecanismo da impressora laser.

Funcionamento das impressoras laser


Impressora Laser
O processo de impressão começa antes mesmo de o papel ser puxado para dentro da impressora. Antes de fazer qualquer coisa, a impressora carrega a imagem em sua memória e processa as partes que necessitam de cor e as que serão deixadas em branco. Internamente, a impressora carrega (através de um dispositivo chamado de "fio de corona") um cilindro fotorreceptor com carga (energia eletrostática) positiva. Detalhe: algumas impressoras trabalham com carga negativa no cilindro.

Logo em seguida o laser da impressora começa a atuar - isso sem sequer ter puxado o papel. O laser irá descarregar certas partes do cilindro, para que a figura, ou texto, que será impresso fique desenhado no cilindro. Até o momento não temos nada de tinta, apenas uma imagem eletrostática.

Quando toda a página já está gravada no cilindro, ele é coberto pelo toner. Como o toner tem carga positiva, ele adere às áreas negativas do cilindro - ou seja, onde o laser marcou os pontos. Para entender melhor, é como se você pegasse um rolo de macarrão e passasse manteiga em alguns pontos e depois rolasse sobre a farinha. Onde houver manteiga, a farinha fica "colada". Vale frisar que a esteira (onde o papel está passando) e o cilindro possuem a mesma velocidade, fator que permite que a imagem seja impressa com perfeição.

Então, com o toner fixado sobre seu corpo, o cilindro rola sobre a folha de papel, que se movimenta sobre uma cinta abaixo dele. Antes de entrar na cinta, o papel recebe uma carga negativa de eletricidade. Como ela é maior que a imagem eletrostática, o papel "puxa" o toner para si conforme o cilindro gira. Para que o toner não seja atraído de volta para o cilindro, o papel é "descarregado" imediatamente após ficar com o toner.

Finalmente o papel passa por um fusor, dispositivo que emite calor para fundir o toner com as fibras do papel. É por isso que, quando o papel chega à bandeja de saída da impressora, ele sempre está quente.

Depois de saber o conceito, fica mais fácil de entender o funcionamento com a imagem a seguir:


Diagrama de impressora a laser

A temperatura para fusão é bem alta, e o papel só não pega fogo por causa da velocidade com que passa pelo fusor. Depois que o toner fica no papel, uma lâmpada de descarga aplica uma luz muito intensa sobre o cilindro para apagar a imagem que estava gravada. Em seguida, ele recebe novamente uma carga elétrica positiva para a próxima impressão.

Comunicação


Para ocorrer uma impressão, é preciso que o computador e a impressora se comuniquem corretamente. Eles precisam falar a mesma língua, chamada de "Page Description Language" (Página de Descrição de Imagem). 

Antigamente isso não era um problema, pois os computadores só necessitavam enviar algumas fontes e poucos códigos para montar a página que seria impressa. Com a evolução dos programas, tem-se à disposição inúmeras fontes e não se deixa de usar imagens gráficas complexas e fotos com alta resolução.

Para isso, foram desenvolvidas linguagens que pudessem solucionar este problema. As duas mais utilizadas são a PCL (desenvolvida pela HP) e a Postscript (criada pela Adobe). As duas trabalham descrevendo as páginas em vetores, ou seja, o que vai ser impresso é transformado em valores matemáticos para as formas geométricas ao invés de pontos (bitmaps).

Então, assim que recebe o trabalho, a impressora passa os vetores de uma dessas linguagens para imagens bitmap, usando toda a sua resolução sem distorcer o trabalho original.